Eu no meio do mundo

"Me contradigo?
Pois muito bem, eu me contradigo.
Sou vasto, contenho multidões."


(Walt Whitman)

30.4.02

E lá vou eu celebrar o novo ciclo me acabando numa festa em que meu amigo Guguete é estrela!
No Refeitório UMA, cheio de gente muderna, promoção da Red Bull e uísque a dar com o pau!
Onrron!

E olha que coisa boa:

HOJE É SAMHAIN!!!



Não sabe o que é? Então visite alguma das três grandes bruxas e se inteire do assunto, que elas explicam muito melhor que eu.
Da minha parte, grito o desejo de RENOVAÇÃO! Pra mim e pra todo mundo!

Eu não tenho do que reclamar. Minha vida, por marasmo que haja, está sob o meu controle, e estou suficientemente tranquilo pra tomar as rédeas dela. Deixo de me lamuriar do pouco se tem gente precisando de mim.
Minha amiga, daqui eu não posso te abraçar, mas eu te abraço. Vai ficar tudo bem, acredita nisso. Nós vamos fazer ficar.
Sei que não é por esse tipo que você anda assim, mas o meu amor por ti tá aqui, bem grandão, mandando um beijo estalado na tua bochecha desbotada.
Te cuida, que eu te cuido.

Olha, fazia tempo que eu não via/lia tanta baixaria junta!
Ô, coisa boa!

Hoje vai ser um dia complicado, muita coisa pra fazer por aqui. Mas eu vou tentar falar sobre essa mudança que anda me consumindo o juízo. É a respeito de um possível Mestrado que vai implicar algumas mudanças na minha vida, mas meu pensamento ainda não está suficientemente estruturado, é só um monte de dúvida e especulação.
Mais tarde eu desenvolvo.

29.4.02

E lá vou eu pirulitar!

Mais conversa sobre possíveis mudanças, com Balla e com alguém cuja opinião acerca do assunto muito me interessa.
Estou pensando, estou pensando. E ter descoberto que eu tinha prova hoje só quando abri a porta da sala não ajudou muito na tentativa de justificar a manutenção de tudo como está...

Meu Deus, meu Deus, meu Deus! Minha fragilidade exposta, meu sexo dilacerado, a libido rasgada e gritada, tô arrasado! Seu pérfido, dá pra parar de denegrir a minha já suja imagem?
E o que é esse taz da festa, hein? Ô, baixaria grande... O pior é que eu só vou poder começar a escrever quando chegar em casa, que daqui não posso acessar meu e-mail e pegar o convite do moderador... A ansiedade me consome, quero meter a boca (unh!) no trombone também...

Comentário da Cybernoiva num post sobre a festa:

*HAHAHHAHAHHA* Eu adorei seu beijo na boca, viu? O melhor de todos, depois do beijo do Marcelo! :)

Zel, que vergonha! Desculpa, meu amigo! Foi (quase) sem querer...
Mas eu tive que aproveitar essa propaganda "boca-a-boca" aqui, né?
HAHAHAHAHAHAHA!
;-D


O bom de ler muitos blogs é que dá sempre pra encontrar alguém compartilhando o que eu sinto e encontrando as palavras que eu não sei onde estão.

Eu não vou abandonar o que acredito por conta das pessoas não me entenderem; de acharem que meu jeito de ser é, na verdade, um jogo, uma mentira ou por usarem esse meu lado pra me sacanearem.

Marie, faço minha essa tua reflexão e grito contigo pela minha-nossa liberdade.

Eu nunca fui dos mais estudiosos, mas sinto algum prazer em me debruçar sobre literatura que me instigue. Fui bom aluno, lembro, e meu espírito questionador e discussivo, mesmo que às vezes recluso, se afiou com o anos. É disso que eu preciso, é isso, estou pensando, que me fazia falta nesses últimos tempos. Mas ainda vou refletir um bocado antes de jogar as cartas.
(Tá tudo meio enevoado, né? Entrelinhas, não: é falta de clareza mesmo. Paciência...)

Está tudo meio embaçado ainda, e tenho medo de ficar viajando nas possibilidades e morrer na praia - não seria a primeira vez. Mas eu preciso amadurecer isso e, caso eu tome a decisão, muita coisa na minha vida vai mudar.
Por que é que a gente precisa de dinheiro, hein? Por que eu não nasci no quintal do Bill Gates?
Mas isso é desculpa, que eu sempre me virei com pouca grana, e abriria mão sim do conforto conquistado pra ir atrás do que, estou começando a acreditar, pode me dar mais prazer e realização (profissionalmente falando).
Mas ainda tenho que conversar com muita gente, talvez até aborde a questão aqui mais pra frente.
Vamos ver.

Minha amiga, a conversa de ontem mexeu comigo.
Obrigado.

Olha o que é que um cara teve a cara de pau de deixar no meu livro de visitas:

O Suco de Clorofila desintoxica o sangue e regula taxas de glicose e colesterol e reforça o musculo cardíaco. Suas enzimas reforçam sobremaneira o Sistema Imunológico. A primeira melhoria notável de sua eficácia se dá na diminuição do catarro (mucosidades), principalmente em crianças com nariz sempre escorrendo. Leia 2 artigos em www.fitoterapia.cjb.net e solicite email-catalogo gratuito --- O genuíno Suco de Clorofila, com todas as propriedades terapêuticas, por enquanto é exclusividade da lider mundial em pesquisa e desenvolvimento. Informe-se mais lendo o livro "Health Magic through Chlorophyll" do Dr. Bernard Jensen (www.bernardjensen.org) Outro livro relacionado: The Healing Power of Chlorophyll (Bernard Jensen), voce os encontra pesquisando pelo autor em www.amazon.com.
from Silvio


Absurdo. Nem sei o que dizer, é muito surreal. Eu já tive algumas idéias malucas para publicidade, e não é difícil achar por aí quem faça propaganda explícita do seu blog em comentários dos outros, mas essa, pra mim, foi demais! Silvio, meu caro, eu não sei se fico feliz porque você julgou que este seria um bom espaço pra divulgar seu produto, se escrevo um e-mail desaforado ou se promovo um bingo pra arrecadar fundos e e te doar um banner no UOL...
Bom, acho que vou publicar uma tabela de preços baseada em pageviews, clickthrough e merchandising...

Eu sei escrever e falar bem bonitinho, quando quero.
Esse conhecimento é, ao mesmo tempo, um dom e uma maldição: minha capacidade de construir e encantar é diretamente proporcional à letalidade do meu veneno.
Fardo e dádiva. É foda conviver com isso.

Fui ver Mullholland Drive.
Ponto. Não tenho mais nada a dizer. Vou na quinta-feira de novo.

Ah, eu tenho uma coisa a dizer sim: estou com medo.

E hoje eu tive mais uma conversa que me arrasta pra fora do casulo. Meu tempo de transformação é agora, mas eu preciso ter muita coragem pra aceitar algumas coisas. Não sei se estou preparado pra ser feliz, isso é sério: manter o status quo é tão mais simples… mas não quero viver nessa normalidade "segura". Preciso dar uns passos, e espero ter você do meu lado. Me dando a mão ou um tapa, quando for preciso.

28.4.02

Telefone no meio da tarde.
* Ligo pro Cabeção e ele atende gargalhando, vendo a foto do meu pé na folha. Tadinho, trabalhar no domingo é coisa para pessoas que vão direto pro Paraíso, tenho certeza.
* A outra liga pra perguntar da festa (saiu cedo, perdeu o bom da noite). Tu é muito imunda, sua víbora sórdida (adoro duas proparoxítonas juntas!)…E me deixa, não fica atentando, que eu já estou quase me recompondo…

Vieram parar aqui procurando por "fotos de adolescentes em desfile de cuecas" no Google. Medo…

Preciso comer.
Pensando bem: é, eu preciso comer.

Que o álcool me altera o ritmo e me deixa muito mais sensível e instintivo, disso eu já sabia.
Ontem isso foi confirmado mais uma vez. Só não consigo ordenar a confusão de brincadeiras, que tudo pareceu... ah, sei lá, acho que ainda tô meio bêbado.

Ai...
Três e quinze da tarde... isso não é hora de gente direita acordar, é?
Meu corpo ainda não está respondendo, o som está abafado, tudo reverberando dentro da cabeça, um oco no estômago...
E um não-sei-o-quê na consciência.

(...)

A MELHOR FESTA!
Dancei um bocado, brinquei, bebi, conversei. Vários beijos na boca, de diversas amplitudes, texturas, sexos, temperaturas… Papo sobre putaria honesta do jeito que eu gosto, e um joguinho inteligente, na hora de ir pra casa, que me fez refletir um bocado…
Festa memorável, sim. E muito ainda vai ser dito ou pensado ou vivido a partir dela…

27.4.02



E o Fela Kuti enlouquecendo no meu som!
Esse cara era piradíssimo! E a misturada étnica que ele fazia é uma trilha viajante pra se arrumar pra festa!

Ai, ai…
Toca o telefone, atendo, voz sensual na linha:
- Alô.
- Oi, tudo bem?
- Tudo.
- Sabe quem está falando?
- Não tenho a menor idéia.
- Você me deu seu telefone ontem, pela internet.
- Ah… (???)
- E aí, como é que você está?
- Peladinho, pronto pra ação.
- HAHAHAHA!

Era o cão, frescando com a minha cara! Eu já empolgado: alguém me ligando no sábado à noite! Mas não podia ser mais ninguém que não um amigo, óbvio…
O pior é que agora eu fiquei atiçado: bateu uma vontade de coisar…
Ai, ai.

Lá vai a gente comer e beber na nati, pra variar o programa de sábado... espetinhos, cervejas e papos depois, fui gastar na FNAC e volto com três cds novos: dois da Wanda Sá (não conhecia, mas tem uma voz suave bem afinadinha e um repertório de elevador que eu adoro) e um da Leny Eversong, uma moçoila de Santos que deve ter feito sucesso em meados do século passado (arcaico, isso, né?) - vale a pena ouvir!
E trouxe montes de cds pra queimar - vai ser a diversão da noite!
Até a hora da big party, claro...

Mas a gente falou sobre coisas sérias também. Sobre o "ser bissexual", por exemplo.
O assunto é controverso, como tudo que tange a particularidade (no sentido de ser privado, pessoal e intransferível) desse porte. Eu costumo dizer que todo mundo tem seu sexo e só cabe a você entender isso, mas opinião a gente forma, não tem jeito. E eu tenho a minha sobre essa história de pansexualismo, pluralidade, esse com aquele, depois com aquela, que fica com a outra e trocou.
Balla diz que um cara pode até ser bissexual, mas isso é só até ficar com outro homem: quando provar da fruta, não quer mais outra coisa. Eu não generalizo, mas concordo com minha amiga aqui que as mulheres são mais propensas a um bissexualismo genuíno, envolvendo desejo, permissão e, turning point, suficiência (ou saciedade, não achei a palavra que melhor exprime o que quero dizer).
Eu tenho uma relação bem tranquila com isso: SOU GAY, BICHA, VIADO, GOSTO DE PAU! Isso não exclui nem limita, faço o que me dá vontade e gosto sim de ficar com mulher. Mas não acontece, comigo, essa história de fifty-fifty, não sei por que motivo nem vejo razão pra tentar entender: transcende qualquer necessidade de compreensão, é puro desejo. Hoje eu me sinto mais atraído por homens, pronto. Pra simplificar, uma analogia que me ocorre é chocolate (olha o gÔÔÔÔÔrdo aí!): eu adoro chocolate, fico extasiado quando como, me sinto pleno com aquilo. E prefiro, indubitavelmente, chocolate preto, seja amargo, ao leite, com flocos crocantes, recheado, aerado, com avelã, castanha, biscoito, sei lá o que mais. Mas chocolate preto. Eu até como chocolate branco: é bom, não tenho como contrariar. Também gosto, também me sacia - mas, no mais das vezes, eu quero do outro mesmo.
Eu poderia me estender um bocado, pois o assunto dá muito pano pra manga. Mas qualquer coisa que eu diga vai ser muito pessoal, muito umbigal, e os meus pontos de vista não são nem se pretendem nada universais pra eu ficar destilando elucubrações aqui. Cada um sabe (ou, um dia, descobre) o que lhe dá real prazer, e eu digo que tem-se mais é que ir atrás disso, independentemente do que o resto do mundo possa julgar ou cercear. Foda-se. Literalmente, com quem você quiser, e pronto.


(Quatro da madruga, fervilhando de marmotas)

Conversando com minha homemate até agora, sobre os mais diversos assuntos… Uma conclusão da noite é que não é preciso inspiração divina pra se fazer filmes: basta anotar as coisas do dia-a-dia. Se a gente fosse colando as histórias que saem quando o papo flui, dava um roteirão de primeira!


Uaaaaah...
Escrevi várias coisas nessa madrugada pra postar aqui, mas o Blogger não estava a fim de cooperar (log file... SQL problemas, o diabo). Mas eu, que já sou um menino sabido e não vacilo mais (tanto), salvei tudo no Word e agora sou salvo pelo ctrl+C, ctrl+V.

Eu sou um péssimo anfitrião: durmo na sala, enquanto as visitas conversam alegremente. Também sou péssimo interlocutor: já dormi com gente muito querida do outro lado da linha falando coisas muito sérias (aliás, isso acontece sempre). Mesmo no bar, por mais agradável que seja a companhia, eu posso cair de testa na mesa.
Se eu estiver com sono, não tem jeito: eu durmo mesmo, não há o que me mantenha desperto (nem sexo, juro). Eu definitivamente não tenho controle nenhum sobre isso.
E o pior é que agora, por exemplo, depois de já ter roncado na cara da galera, estou aqui, aceso, aceso…


26.4.02

Nossa, atualizei uns links errados aí do lado...
E rodando o mundo blogueiro:
- Rafa, seu blog anda tão gostosinho...
- Cecília, você faz muito sentido. Não esqueça disso. E eu, pelo menos, adoro o seu blog.
- Marcelo de casa nova... Quanto espaço, hein, Nêgo? ;-D
- Aquele moço lá longe mudou a cara do blog - ficou bem estiloso!

Agora, lá vou eu pro shopping gastar!
Ana, eu juro que entendo dessa felicidade, viu?

AH! Eu já ia esquecendo de divulgar:



Festa dele e dela na casa da outra! Vai ser do papoco, e eu vou demais!!!
Quem quiser, pergunta pra ele como chegar ! Juro que não sei explicar direito...

Alguém procurando por "putaria no mundo" no Radar UOL teve este blog como primeira referência nos resultados...
Ô decepção grande, hein, meu chapa?
E o que é que o Radar UOL está pensando de mim, hein?


Ok, essa me fez arregalar os olhos. Eu adoro desafios e sacadas matemáticas (apesar de O-D-I-A-R Estatística...)

Resolva as questões conforme você vai lendo, sem ler a pergunta seguinte antes de resolver a questão anterior.
É, no mínimo, curioso e engraçado.

1. Escolha um número para representar a quantidade de vezes em uma semana que você gostaria de comer chocolate (escolha mais de uma vez e menos de 10).


2. Multiplique este número por 2.


3. Adicione 5.


4. Multiplique este valor por 50. Eu espero até você buscar sua calculadora...


5. Se você já fez aniversário este ano, adicione 1752 ao seu resultado; se não, adicione 1751.


6. Agora, subtraia o número completo do ano de seu nascimento (19XX).


Você deve estar com um número de 3 dígitos...


O primeiro dígito é o numero de vezes que você escolheu para quantas vezes você quer chocolate em uma semana.

Os outros dois números... são a sua idade!

AAAAAAAAARRRRRRGGGGGHHHHHH!!!!!!
Eu não lembrava mais como era ter uma tarde estressante assim de trabalho... estou com dores no corpo, os olhos ardendo, os dedos nervosos, a cabeça a mil...
E Balla, no pé do meu ouvido, lendo notícias escabrosas (tipo "Homem come 11.000 sanduíches no McDonald's em 54 dias") do blog do Doido...

Peitos Soberanos me contando desventuras no trânsito... disse que, uma vez, deu uma fechada numa mulher e a fulana saiu arrumando confusão, seguiu ela e ficou xingando minha amiaga aos berros quando emparelharam no sinal:
- Sua vaca, puta, não sabe dirigir não, ô?
- (...)
- Vai se foder, vagabunda, braço, nojenta, metida!
- (...)
- Puta, vaca!

Aí, minha amiga vira, levanta os óculos escuros, encara e solta, definitiva:
- Sua feia!

Eu quase morro de rir! Peitos Soberanos me disse que a pior coisa que se pode dizer a uma mulher não é que ela é gorda ("pra isso, emagrecer resolve"), mas que ela é feia. Nunca tinha pensado nisso, mas acho que faz algum sentido. Um dia eu ainda testo pra tirar a prova (sou ruim, tá pensando o quê?)...

A loucura instaurada no trabalho! Peitos Soberanos é avisada que tem uma representante de vendas na recepção pra falar com ela. Vai até lá, abre a porta e diz: "Alô?"
Lembrei de uma vez que eu atendi uma cliente e, na hora de ir embora, em vez de apertar a mão eu puxei e dei um abraço e três beijinhos na mulher!
Tudo doido, eu tô dizendo!
:-D

Pausa na produção em série pra rir da insanidade instaurada no escritório. Olha a piada que a peidona de ontem mandou agora:

"HÁ, HÁ, HÁ , HÁ... QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA!

Uma mulher entrou no ônibus e se sentou ao lado de um rapaz e logo veio uma grande vontade de peidar. Ela, sem saber o que fazer, lembrou-se que tinha um jornal na bolsa e pensou: "quando eu peidar, rasgo o jornal, assim ninguém escuta" e fez raaaasg e peidou.
O rapaz, ao sentir o fedor:
- A senhora pretende se limpar aqui mesmo?"


Diga-se de passagem: isso foi a secretária do departamento, uma mulher fina e bilíngue, que me mandou, rindo de si mesma.
Adoro gente bem-humorada!

The sun will come out tomorrow

The sun'll come out
Tomorrow
Bet your bottom dollar
That tomorrow
There'll be sun!


Just thinkin' about
Tomorrow
Clears away the cobwebs,
And the sorrow
'Til there's none!


When I'm stuck with a day
That's grey,
And lonely,
I just stick out my chin
And Grin,
And Say,
Oh!


The sun'll come out
Tomorrow
So ya gotta hang on
'til tomorrow
Come what may


Tomorrow!
Tomorrow!
I love ya
Tomorrow!
You're always
A day
A way!


(do filme Annie - essa foi a música que me veio à cabeça hoje de manhã...)

E eu falando com meus amigos distantes por icq... mas vai ser pouquinho, que eu tô às quedas de sono...

Meu visitante número 5.000 acabou de chegar vindo do blog do Smile, mas eu não faço idéia de quem seja... Ando enganando uns anônimos, a gente vê...

"Samhain é tempo de reflexão, em que olhamos para o Ano que passou e procuramos reconhecer nossos atos e deles extrair o significado de nossa vivência. (...) É o período em que o ciclo se cumpre, deixando-nos a esperança do renascimento."

Caminhos se cruzam, disso eu já sabia. Mas ler uma coisa dessas ali foi susto demais...

Eita, foi bom demais! Eu, de fato, ADORO o show desses caras! Super descontraído, cheio de humor, repertório inspirado, banda animada, vocalista com uma presença de palco ma-ra-vi-lho-sa (sem falar da voz)... E cores, muitas cores, adoro isso!
Dancei um bocado, ri, encontrei umas amigas, me diverti com Balla - ok, ela não achou tanta graça... mas deu pra limpar a vista, não foi?
E voltamos cedo! Programinha espetacular de meio de semana... Na próxima quarta eu me mando pro forró!

25.4.02

Só que agora mesmo eu vou dançar demais! Me acabar, que eu já tô doido com os Gipsy Kings truando ali na vitrola!

Foi bom sair pra jantar e conversar.
Falaria do restaurante, da noite, da companhia, do papo, que tudo valeu.
Mas você já sabe disso, né?
Obrigado pelo presente: vou descansar e me renovar, prometo.

A gente vê que o dia foi raso, raso.
Ou melhor: foi um dia leve, e eu gosto dessa coisa fluindo sem entraves.
Não rolou começar o divã hoje, e, com a correria que vou ter amanhã no trabalho, acho que vai ficar pro fim de semana, e olhe lá! Nem sei ainda como vai ser a parte escrita da minha terapia, se vai ser nesse blog, em outro, num diário, em cartas, e-mails ou palavras desenhadas no céu (Docinho?)... Mas vai haver registro, preciso documentar esse processo.
Para que o casulo tenha sentido, essa lagarta aqui tem que desabafar do seu jeito.

Meu Deus, alguém pare o mundo que eu preciso descer!
Tá impossível trabalhar nesse escritório hoje!
Faz meia hora que eu tô rindo descontroladamente com as marmotas da secretária! Me diz se eu posso: eu aqui, resolvendo um assunto complicadíssimo no telefone, vejo ela sacudindo os braços feito uma doida, parecendo que ia voar, se tremendo de rir e alardeando alguma coisa que eu não conseguia entender direito, Quando desligo, ela me diz que soltou um peido muito fedorento, que "empestou o recinto" e queria que eu fosse lá abanar pra passar o mau cheiro! Ela saiu alardeando, causou uma comoção no departamento inteiro e ficou todo mundo se acabando, às gargalhadas, zero condição de trabalhar...
E a peidona ainda me diz agora que foi a pimenta do almoço, que ela tá com dor de barriga e fica dizendo que todo mundo faz ela de palhaça e que vai mudar e ficar carrancuda e...
HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
Ai, minha gente... É por essas que eu ainda estou aqui, juro!

E eu fui incumbido de uma tarefa bem boazinha: arrumar um namorado pra outra lá. Tem um motivo importantíssimo, claro: afastá-la de um certo fantasma que deu pra perturbar de novo. Não quero que ela caia na tentação pra evitar dúvidas e sofrimento desnecessário.
Então lá vai o anúncio.

Se você é um cara bem apessoado, gostoso, inteligente, sensível, culto, bi ou trilíngue, que tenha total domínio sobre A língua, que gosta de fazer amor, sexo, de trepar e foder, emocionalmente bem resolvido, situação financeira estável (no azul, claro - de preferência, tendendo ao dourado), carinhoso, romântico, chique, sensual, o melhor cara DE coco DE São Paulo, chegou a hora ideal de encontrar sua cara-metade, a ameixa do seu olho-de-sogra, a tulipa que melhor combina com o seu chopp: ELA, a deusa exuberante, a mulher dos sonhos de qualquer homem, a única, a completa, a perfumada e polivalente Balla!
Não cabem mais descrições aqui: tem que ver pra crer, é experimentar e não querer nunca mais largar!
Corram, corram! Foi dada a largada e os competidores estão afoitos: é melhor garantir logo uma vaguinha na disputa! Inscrições aqui!
*

Pronto, fiz a minha parte! Agora é contigo, gata!

* Nota: Se você preenche todos os requisitos acima, mas, por uma eventualidade, não é chegado na fruta, tem sempre euzinho aqui...
;-D

Hoje eu tô acanalhado, avacalhado, palhaço mesmo!
A gente foi (o povo do escritório) comemorar o aniversário da Peitos Soberanos (ÊÊÊÊÊÊ!!!!) numa cantina aqui do lado e a balbúrdia que se instalou foi uma sensação! O coitado do gerente não sabia mais o que fazer para tentar acalmar os outros clientes, parecia um galinheiro inteiro botando, hahaha! As tiradas do povo, a demora no atendimento, as gargalhadas berradas, a piada ligeira em tudo, ô, delícia!
E agora, como é que trabalha, me diz?

A caminho da senzala III

Meu autismo às vezes alcança um grau vexaminoso, preciso criar vergonha na cara.
Pois vinha eu caminhando todo serelepe para o escritório quando começo a cantar (antes do doido me interpelar). As pérolas: Banda Reflexu's (me mata, Balla), Rita Lee, Gershwin (eu também sou cultura, tá pensando o quê? Hahaha!), Roberto Carlos (Caminhoneiro, achou?), Limão com Mel (é uma banda de forró que eu adooooro), Tracy Chapman... meia hora de andança dá pra lembrar de um monte de música.
O problema é que eu me perco nos devaneios e esqueço que não estou no banheiro, aí começo a cantar alto. Abro a boca, balanço a cabeça, me sinto o próprio crooner no bar fumacento e cheio de neon daquele filme noir da Sessão da Tarde...
E quando eu me dei conta, era Madana Mohana Murari, do Homem de Bem, rasgando os céus de Pinheiros na minha linda e afinada voz, pensa aí! Eu não estava aos berros, que não sou tão espetaculoso assim (só quando quero, ok), mas a moça que passava por mim não conseguiu segurar o riso...
Eita, eita...

A caminho da senzala II

Eu atraio, não é possível.
Estava lá no cruzamento da Cunha Gago com a Teodoro, esperando o sinal abrir, quando me chega um doido e puxa conversa.
- Uva é bom, né?
- (?) É, bom demais.
- Eu acabei com ela, tadinha. Tala lá, toda bonita, bonita mesmo sabe? Um tipão, assim. Pois tava lá, bonita, com o cabelão, e ela tem (esfregando os dedos como quem diz: "rica"), viu? Tem homens gostosos aos pés dela se quiser, mas eu acabei com ela.
- Foi mesmo? O que é que tu fez, rapaz?
- Eu disse pra ela assim: "Você tem e você pode, minha filha, mas você não é feliz. Vai atrás da sua felicidade, vai! Esse cabelo aí não é tudo, não.
- É mesmo, quem disse que cabelo é o que importa?
- Quer uva? (a gente já atravessando a rua)
- Muito agradecido, quero não.
- Então siga em paz, viu?
- Você também, companheiro!

Doido, doidinho. Maltrapilho e avoado, ficava mexendo os dedos e os olhos enquanto falava.
Pena que eu já estava atrasado... Adoro conversar com doido – me identifico, sabe?

A caminho da senzala I

Eu tenho uma fixação oral que ainda vai me meter em encrenca braba, tenho certeza.
Todo dia eu saio de casa tomando iogurte, hoje era um Bliss sabor morango. E lá vou eu, tomando meu iogurte, pensando na vida e batendo um papo com Deus, meu chapa. O negócio acaba e eu começo a lamber as bordas internas, tão inocentemente. Aí, sem me dar conta, enfio o negócio na boca pra língua alcançar aquele restinho mais encorpado, sempre mais gostoso, que fica ali mais pra dentro.
Olho pro lado pra atravessar a rua e o cara do caminhão de lixo, boquiaberto, me encarando...

Só uma última coisa que eu esqueci de dizer: Eu ODEIO aula de Estatística.
Não há o que me faça entender aqueles hieróglifos na lousa, muito menos os sons que supostamente saíam da boca do tal professor. Pra quem já participou de Olimpíada de Matemática, eu estou me saindo uma toupeira subdesenvolvida nas noites de quarta-feira...
Meus zóvo.

Queria escrever muita coisa aqui, agora, muita coisa correndo pela minha cabeça.
Eu disse que tinha que falar, não disse? Pois tá na hora de falar de mim, de começar minha terapia. Isso é o que estou sentindo agora, mas eu sou muito, muito volúvel, primeiro ponto a ser discutido nesse divã.
E já me vou dormir, que o sono está me derrubando.
O foda é não saber se amanhã vou ter tempo ou essa disposição toda pra tocar o falatório, porque posso acordar com outro ânimo e não querer passar das amenidades, sei disso. Mas isso é reflexão pra amanhã, que hoje a noite foi dos particulares...

Eu esqueci de dizer: nessa foto aí embaixo (do meu pé, na folha) dá pra ver a luminária encima do som, que aparece na minha caixa de comentários e no livro de visitas!

24.4.02

Amanhã eu vou dançar. Muito, muito demais...
Depois de ver algum filme (O pornógrafo, talvez?) com meu querido cantor, vou me estabacar pro Blen Blen, ver o show do Quasímodo!



Eu ADORO esses caras! Se alguém quiser ir pular comigo, me dê um toque!

Esse blog anda muito sem cor...
Hoje, fuçando uns disquetes atrás de um trabalho de faculdade, achei essa foto de quando eu ainda morava numa folha (era divertido, confesso) e ela é tão colorida que eu quis botar aqui, pra quebrar esse monte de texto num fundo tão preto.
Não só por isso: também porque resgata uma fase de muita história de rir... meu amigo Cabeção é que ia gostar de me ver contar aqui os desastres vividos no CRUSP, ? Ok, outra hora, menos aperreado, eu explico como é que meu quarto virou uma folha.
Mas enfim, aí vai uma foto bem nada a ver, só pra dar uma corzinha, que apesar da minha aula de estatística daqui a pouco, hoje eu tô mais eu.



;-)

Mais gente nova aí do lado.
Estou diminuindo o tempo para leitura de blogs, mas não deixo de divulgar algumas boas descobertas.
Tem uma que ainda hei de colocar aqui mais tarde.

Hoje eu tô uma besta risonha, deve ser o sono.
Desde que cheguei fico fazendo graça com minha amiga Peitos Soberanos, abrindo muito a boca enquanto a gente conversa e tentando comer meu microfone (eu uso um fone de ouvido tipo o da Sandy - ou do Michal Jacson - em vez do telefone convencional) pra ela morrer de rir.
E o resto do povo do departamento rindo da minha marmota e pensando que eu sou doido. Mal sabem eles: eu sou doido, tenho problemas mentais. Um autismo, falta de vínculo com a realidade, não tenho muita noção às vezes. Peitos Soberanos me perguntou se eu acho que um executivo trajando (eu adoro "trajar") terno e gravata dançando atrás do povo que pega café na máquina ou que começa a grudar chiclete no nariz com a língua pode ser considerado "normal"... Sei lá, nunca pensei nisso.

Sete horas da madrugada e eu já de pé...
Na verdade, sentado desde pouco antes das seis, lendo e respondendo uns e-mails (calma, tem um bocado ainda sem resposta, mas esses são os mais difíceis).
Gente muito especial me escreveu. Não vou nominar cada um, mas vocês sabem quem são.
Rafa, eu ainda estou impressionado com a sua beleza! A física, mesmo, que a espiritual eu já conheço faz tempo e não me é novidade. Vou escolher uma foto minha pra te mandar também!
E de calmaria pós-tempestade, ontem conversamos muito. Só eu e ela, como não haveria de ser diferente.
Nos embreagamos um pouquinho (BALLA, UMA REPRISE! ACORDEI NU DE NOVO, COM A CUECA MIJADA DO LADO DA CAMA DE NOVO!!!) e abrimos nossos corações como tinha que ser, como só podia ser. Espero que a gente esteja falando a mesma língua dessa vez, se não eu parto teu focinho no meio!
Estou pensando se vou eleger esse blog minha terapia. Ou se crio um outro, ou se dou um tempo.
Vou ter que decolar daqui pra frente, está na hora. Meu processo de crescimento está indo devagar, porque meu ritmo tem que ser esse pra que eu possa entender. Mas está na hora de subir, por devagar que seja, pras coisas acontecerem.
Quem convive comigo não se assuste: não tem nenhuma grande mudança, sou eu mesmo, o de sempre. As "mudanças" são internas, só minhas, nem sei se vão aflorar tanto agora. Estou aqui, dentro de mim, pensando e buscando conhecer minha essência.
Só isso, certo? O barco continua a correr.

23.4.02

Eu uso as palavras pra seduzir, sim.
Nunca sem comunicar o que quero, mas gosto de me sentir capaz de escolher, arranjar, brincar, lapidar meu texto.
Mas tudo o que escrevo tem propósito e é sincero. Eu não minto faz muito tempo e tenho tentado omitir cada vez menos, garanto.

Certo, não vou mais encontrar o Gu hoje.
Preciso conversar com minha amiga Balla.
Vamos resolver essa história como pessoas adultas que somos: enchendo a cara bem muito, até cair no chão.
Foi numa mesa de bar que a gente se encontrou da primeira vez.
Por causa do cantil dela, eu puxei conversa.
Em João Pessoa, naquele ENECOM, nós dois quisemos ficar no alojamento (bebendo) e a gente se aproximou.
Quando eu voltei pra casa daquela outra vez, foi com um copo na mão que eu a encontrei (aliás, eu com um, ela com outro). E da festa a gente foi sentar no Alambique pra tomar cachaça (eu; ela, cerveja).
Todo encontro, cerveja, "uiscão", vódega, kir royal, o que diabo fosse.
Ela em São Paulo, fomos encher a lata pra comemorar a chegada. E o emprego, e o carro, e o beijo, e o aniversário, e tudo o que eu tinha pra comemorar também.
Pra chorar junto, a gente bebeu.
Bêbados, a gente quase se mata. Ou a gente se beija.
E hoje, como não podia ser diferente, a gente vai se entender. Melando a goela, que depois de tantas emoções, eu não sou nem égua de deixar passar no seco.
Não, não vamos afogar nada, não. Vamos conversar, muito sério, mas com a liberdade e leveza que nossa amizade tem. Na boa, porque a gente se ama e, graças a Deus, é muito parecido (dá até raiva, às vezes... ainda bem que eu não sou taurino, que aí seria demais!). E porque ambos somos crianças maduras.

Recebi por e-mail...

"Quando alguém está na sua vida por uma RAZÃO
é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demostrou.
Eles vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e
apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente.
Eles poderão parecer como uma dádiva de Deus - e eles são!
Eles estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá.
Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente,
esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim.
Às vezes, essas pessoas morrem.
Às vezes, eles simplesmente se vão.
Às vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição.
O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos
desejos preenchidos e o trabalho deles, feito.
As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma Estação
é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender.
Eles trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir.
Eles poderão ensiná-lo algo que você nunca fez.
Eles, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer.
Acredite! É real!
Mas somente por uma Estação.
Relacionamentos de uma Vida Inteira
te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir
para ter uma formação emocional sólida.
Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você
aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida.
É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente."

Eu tinha acordado bem, mas não posso deixar isso me derrubar, porque mais tarde, quando eu encontrar o Gu, aí o mundo vai cair, porque ele vai me dizer tudo o que eu não gostaria de ouvir, mas preciso.

Ok, Balla. Eu vou pensar, reavaliar e controlar minhas palavras sedutoras e manipuladoras.
Eu sou imaturo mesmo, preciso crescer.

É muito sintomático: estou sempre cantando pela rua. Ontem, o dia todo, eu não conseguia sequer erguer os cantos da boca, que dirá cantar.
Hoje, vindo pro escritório, assoviei umas velharias do Djavan. Bom sinal.

Ainda dói, sim, claro. Mas eu acordei mais leve e vejo que estou crescendo, isso é bom.

E-mails, e-mails, e-mails...
Libertação, renovação, motivação, (in)compreensão, redenção. Eu, quase são.

É muito fácil de perceber quando estou mal. Em vez de chegar pulando e gritando, fico na minha, e isso destoa muito do habitual. Ontem, quando cheguei à faculdade, minha peixinha nem precisou de um "oi" pra entender meu estado de espírito. Ela disse que até minha roupa tava denunciando.
Pois é.
Hoje eu botei minha gravata rosa. Acho que não está combinando legal com a camisa azul marinho, mas foda-se.

"Lembra que o sono é sagrado
e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver"

(Amor de Índio, Beto Guedes)

Dormir, como é bom dormir. Como é bom abrir os olhos e ver um céu bonito lá fora. Sol iluminando o dia, isso combina comigo.

22.4.02

Dor. Está doendo muito, um liquidifica-dor nas minhas tripas.
Mas eu acredito sim que há males que vêm para o bem, a compensação divina há de ser justa no final.
O tempo, ele cura tudo. Podem ficar cicatrizes, mas as chagas fecham e a dor, pelo menos, diminui. Assim espero.
Assim, espero.

Eu ia dizer que quero ir embora, mas chega de fugir. Se isso não resolve nada pra mim, sempre foi muito mais difícil pros outros. Tenho que deixar de ser egoísta e ser mais eu mesmo, podre, feio, nojento como só eu sei ser. Esse amor de pessoa aqui fede e caga também.

Deve ser muito difícil conviver comigo.
Como é que uma pessoa tão expansiva como (acho) eu pode se trancafiar tanto em si mesmo quando o assunto é de coração? Acho que eu sou um bom amigo - não, eu sou um bom amigo - , mas definitivamente não sou uma pessoa boa de se envolver em outra esfera. Consegui machucar pessoas maravilhosas que se aproximaram de mim, consegui tolher sentimentos genuínos, consegui desperdiçar respeito e carinho. E agora consigo judiar de mim mesmo porque não sei lidar com isso. Queria me achar escroto (odeio essa palavra, mas não tem outra), mas eu não sou. Eu simplesmente não sei, estou tentando aprender, mas às vezes acho que não dou conta. Porra, eu não tenho direito de ser mais fácil? Por que é que não está tudo escrito numa coleira, por que eu não vim com bula, por que existem tantas exceções e revezes dentro de mim?
Eu, que sou profissional de comunicação, que me expresso tão bem no mais das vezes, que posso seduzir, resolver, definir, destruir, encantar com palavras, agora me perco nelas e registro aqui que preciso, mais do que qualquer coisa, de falar.
Pra tentar me libertar de mim, eu vou falar. Me perguntem, por favor, eu vou falar. Prometo tentar ser pró-ativo daqui pra frente, mas isso é difícil e ainda vai me foder um bocado. Mas eu preciso falar, preciso, preciso, preciso.

Eu costumo relevar com muita facilidade, não gosto de guardar rancor nem mágoa. Mas tem horas que a gente precisa lembrar de umas coisas, sim, pra prevenir dor maior depois. Resgato agora um post do comecinho desse blog, pra ver se me ajuda a evitar que eu me deixe machucar pelo que não vale a pena. Drama, estou fazendo drama, sim. Sou dramático, exagerado, teatral, intenso, fresco, que nome se queira dar. E bato na tecla com insistência porque preciso esgotar o assunto pra lidar bem com isso, que, se eu calo, remoer na cabeça é de moer a sanidade.
Esse cd marcou minha vida. O encontro mais bonito, antes de tudo. E foi essa a trilha da noite quando eu recebi o recado que era melhor ter tatuado no braço. Mas eu tenho medo de agulha, mais até do que da verdade.

"Levei um fora no sábado. Normal, claro, acontece todo dia com milhões de pessoas mundo afora.
Mas me fragilizou. Eu quis tanto que desse certo que assustei. Bem feito! Quem manda eu ser tão afobado?
Mas eu não vejo razão pra não fazer o que me dá vontade. Ah, moça, você me entende bem... Quero, digo, faço. Pago pra ver no que dá. Tomo no cu, às vezes, mas é o preço.
Voltando ao sábado, foi mais ou menos assim:
Cd: O Piano.
Faixa 1: To the edge of the Earth. Acordo depois de um necessário cochilo. Mc Donald's e nuggets, uma garrafa de vinho pra entrar no clima e eu capotei. Voltando: acordo, procuro, está fumando na janela, olhando a rua. Faço carinho, olho pra ver a alma, vamos pra cama.
Faixa 3: A wild and distant shore. Deitamos e nos abraçamos.
Faixa 4: The heart asks pleasure first. Abraçados, olhamos a chuva lá fora. Como é bom estar ao lado de alguém de quem se gosta...
Faixa 6: The promisse. "A gente precisa conversar". E ainda precisava?
Faixa 8: The fling. "Você está apaixonado, né?" - É.
Faixa 9: The scent of love. "Mas não está na hora de eu me envolver". Quase pergunto a que horas estaria.
Faixa 11: The mood that passes through you. Lágrimas e dor. Eu, seco. Difícil eu chorar... Abraço, tentando dar um conforto que eu não sinto.
Faixa 12: Lost and found. "Você vai se afastar?" - e eu tenho opção? Não vou insistir numa história que não vai me dar o que eu quero e preciso.
Faixa 13: The embrace. Olhos nos olhos, pra ver a alma de novo.
Faixa 17: The wounded. Não há raiva, não há mágoa, não há frustração. Só tristeza. Muita.
Faixa 18: All imperfect things. Me visto, se veste, olho a rua, limpa o cinzeiro, olhos nos olhos pra ver a alma.
Faixa 19: Dreams of a journey. Um beijo de despedida. "Se cuida". Vou tentar.
E tem gente que diz que a vida não é um filme..."

Bola pra frente, que atrás vem gente.

Meu amigo Beto gostou mesmo do Skol Beats! A viagem, pelo visto, valeu, hein, nêgo? Adorei tua descrição da festa...

Estou meio assim de ler uns blogs por aí...
Falei o que senti vontade, hoje vou escutar. Aliás, esse dito deveria ser adaptado aos tempos de comunicação digital: "Quem escreve o que quer, uma hora vai ler o que não quer", ou algo do gênero.
Eu não deveria estar assim, sei disso. Mas não é racional, não tem um interruptor pra mudar de posição, a luzinha não fica verde na hora que eu mando. Paciência - uma hora passa.

Em caso de furto ou roubo de veículo, documentos ou aparelho celular, tente fazer um boletim de ocorrência pela internet:

www.seguranca.sp.gov.br
www.policia-civ.sp.gov.br
www.ssp.sp.gov.br

Aposto que é melhor do que ir até uma delegacia. Se eu soubesse disso antes, tinha chegado bem cedinho no trabalho hoje...


21.4.02

Perdi de novo o que tinha escrito porque esse computador travou (ele implica comigo, não é possível) e eu, que nunca aprendo, não estava salvando. Tudo bem, eu sou teimoso.
Acordei estranho, o dia está estranho, não sei o que é. Sinto caos. Deve ter sido a agitação noturna do fim de semana, ou aquele barulho de ontem, ou o que ando lendo ultimamente. Estou meio perturbado, mas isso é normal, ninguém se preocupe. Vou escrever aqui pra… ah, é o costume mesmo. Deve ser falta de alguém pra me botar no colo e fazer cafuné (EU QUERO A MINHA MÃE!).
Minha casa estava um bagunça e minha terapia foi arrumar meu quarto, limpar a sala e lavar louça. Como sempre que assumo meu determinismo astrológico (sou perceptivelmente virginiano), um monte de pensamentos desconexos invadiu minha cabeça e eu fiquei matutando umas coisas aí, basicamente a forma como tenho interagido com os mundos: o meu, interno, doido, perdido; e esse aqui fora, mais louco ainda, porque cheio de perdidos.
Estou cansado, mais que fisicamente, mais que só por causa de trabalho. Preciso de umas férias. Ah, não vou ordenar nada, não, estou caótico e não quero ser entendido, quero só vomitar.
Preciso voltar a ler. Ultimamente, minha leitura se resume a blogs e eu tô de saco cheio de me sentir emburrecendo. Justo eu, que gosto tanto de ler e que tinha tanto assunto, agora não sei mais o que se passa no mundo, não abro mais uma revista, nem gibis eu tenho lido. Me deu um assalto hoje e separei uns livros pra botar o cérebro em atividade, que eu acho o fim da picada estar parado há três semanas nas mesmas duas páginas de Harry Potter e a Câmara Secreta. Ok, a literatura não ajuda (estou precisando de uns polissílabos, sabe?), mas não tem como evitar me sentir intelectualmente estagnado quando penso que meus amigos são pessoas inteligentíssimas e vastamente cultas. Eu sou inteligente, apesar da leseira intermitente, mas ando precisando dar uma esquentada nos neurônios, que sem uso eles se matam e daqui a pouco eu não consigo mais nem contar os dedos.
É, essa é a primeira resolução do domingo: restabelecer o saudável hábito de ler no papel, que no monitor eu tô sem saco.
Eu também quero dar um tempo em algumas atividades sociais. Chega, vou virar caramujo. Introspectar um pouquinho, falar menos, ficar mais comigo. Não vou deixar de badalar, mas vou mudr o foco um pouco. Quero dançar mais, ir mais ao cinema, ver uma exposição de fotografia. Menos bar, mais outra coisa. Vai ser um exercício e tanto, quem me conhece e lê isso deve ter vontade de rir, mas eu tô a fim de me aquietar um pouquinho. Vamos ver se eu aguento.
Outra coisa: meu coração pede arrego. Muitas emoções nesses últimos sete meses (nossa, está tocando Schindler's List Theme agora - o violino do Itzhak Perlman deu um toque tão mexicano a essa última frase…), muita gente entrando na minha vida, meu mar não está acostumado a tanta onda, não. Quero meu tão grande amor permeando meus dias, exalando mesmo, que eu amo demais e gosto de ser assim. Vou beijar meus amigos, visitar minha família e gostar mais do espelho que reflete a minha imagem. Aquele outro espelho, o do encontro e da troca, fica de lado um pouquinho, que depois eu volto pra ele pra me ver melhor.
É isso. Agora vou terminar de ler o Harry Potter, só de birra. Depois pego o Cortázar ou o Bulfinch - mas ainda volto pro Pequeno tratado sobre Reencarnação, compilação de alguns ensinamentos de sua divina graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Aliás, eu sou um hare krishna em potencial, acho. Adoro incenso, ouço mantra (Homem de Bem é bom sim, tá?), sou doido por curry, sempre ia nos jantares da "Alimentos para a vida" lá no CRUSP… Taí! De repente, meu begócio é me vestir de laranja e tentar vender "O sabor superior" ou "Vida simples, Pensamento elevado" nos ônibus! Eles estão sempre sorrindo, né? Humm…


Ah, quer saber? Eu tenho é que deixar de ser besta, que todo mundo fez o que queria e saceou suas sedes e fomes. Não sou eu quem vive pregando que a gente tem mais é que fazer o que dá vontade, coisa e tal? Pois foi isso o que aconteceu: as pessoas se permitiram, atenderam chamados, deixaram fluir. E o que foi, foi, pronto, vou fazer o quê?
E relendo meus e-mails, acho que eu estou cansado de confusão. Quero coisas simples, estava me esquecendo disso?
Pois vou anotar na geladeira, no espelho do banheiro, escrever no colchão, tatuar no meu braço.
Amo todo mundo e vou deixar isso mais e mais claro sempre.
E chega de me estressar, que eu detesto franzir a testa.

Voltando ao Skol Beats.
Foi bom, foi bem bom. Mas agora eu tenho certeza de que não gosto de techno (ou trance, house, brit, drubs, clops-clops, sei lá que diferença faz). Pra dançar um pouquinho é legal, mas aquele barulho arrombando meus ouvidos a noite toda foi demais.

Despachei o moço. Gente muita boa, gostei demais dele!

Hum.
Acordei. Acho.
Estou levemente maltratado. Destruído, quase. Não sinto meu corpo, só isso.
Vou levar o Beto no aeroporto e depois tento entender a bagunça aqui em casa.
Inté.

Nem falei aqui do moço bonito amigo da Manda, mas isso é assunto pra quando eu estiver de cara (lúcido, sóbrio). Agora não consigo juntar "a" com "la".

Vou dormir agora, que daqui a pouco tenho que levar meu amigo Beto no aeroporto... Foi um fim de semana ótimo, vamos ter muito o que lembrar!
Né?

E são nove horas da manhã, meu Deus! Acho que nunca cheguei tão tarde de uma noitada... Ou cedo, entenda-se como se quiser... Tô só os pau, nem sei o que se processa fora de mim. Depois eu vejo.

Quer dizer... rolaram uns beijos, bem inocentes (ok, não foram tão inocentes assim), mas nada de muito escabroso.
Furunfar, que é bom, não rolou não.

Quanta gente bonita, meu Deus... será que eu fui tão mole assim por não ter agarrado ninguém ou posso culpar o álcool?

E aconteceram coisas pra definir uma certa história, mas depois eu desenvolvo a respeito.. O fato é que essa boquinha, daqui pra diante, será um túmbalo...

vE não é que eu encontrei um mocinho que conheci no reveillón no Rio? Estava lá,,
todo lindo, com o namorado… será por isso que não me ligou? Prefiro acreditar que sim, pra manter meu amor próprio num nível normal de aceitabilidade (será que isso existe? No meio desse monte de álcool, vá pro inferno, tudo existe e dá pra entender sim, ora mais!).

Ai, meu Deus…
Estou bêbado, com sono, totalmente acabado… Mas o Skol Beats foi muito bom, mesmo com o trânsito todo e com as surpresas…

20.4.02

E já já a gente se lasca pro Skol Beats! A Douradinha. melhor cachaça do mundo, já descendo pela goela e me acendendo, ninguém me segura!
Vamos lá, Balla: deuses do sexo, anjos da volúpia, mensageiros da luxúria! Hoje a noite é nossa!!

Ah! E vai rolar uma festa de comemoração, viu? Eu e ela já fizemos nossa performance cantando música da Xuxa e pulando loucamente pela casa batendo as bundas, mas um aniversário desses exige mais, ah, se exige!
Sábado que vem já tem festa combinada, então fica pro outro fim de semana.
Dessa vez eu sou expulso do condomínio, já estou até vendo… Mas está feito o convite, hein? Galera do Rio, dali de Campinas, de todo canto, todos estão convidadíssimos! Vou amadurecer direitinho a idéia e dou notícia, certo?
É isso aí: livin' la vida loca, baby!
;-D


E HOJE FAZ UM ANO QUE EU MORO AQUI!!!


Aqui quer dizer na nossa casa maravilhosa, com minha homemate linda. Tem sido uma experiência maravilhosa (eu não canso de repetir isso) e eu vou sempre ter lembranças muito boas, histórias ótimas pra contar se um dia eu sair daqui.
Digo "se" porque eu ainda vou ganhar na MegaSena e fazer uma proposta irrecusável pro nosso senhorio, pode escrever.
É só eu começar a jogar.

Sem tempo pra postar o dia inteiro - quando rolou, esta engenhoca revolucionária chamada G-4, hit do momento em termos de caixa mágica, travou, e não teve quem desse jeito de eu recuperar os quilômetros que tinha escrito, então, tchau.
O dia foi morgado: acordo às duas, meio mole, a gente come um delicioso spaghetti a carbonara e depois vou dar uma banda com Beto (tentei ir na delegacia fazer um B.O. do furto do tamagochi, mas não tive ânimo de enfrentar aquele clima tão pesado…).
Aí, lá fomos nós tomar sorvete com Mandinha na Gelateria D`Arte, pra variar. Programinha gostoso pra refrescar uma tarde quente de sábado.
Quente mesmo vai ser essa noite…

Meu tempo de noitada já passou, definitivamente. São pouco mais de quatro da manhã e eu estou em casa, depois de dormir em pé (sim, em pé) na Ultralounge.
Lembro de quando eu era mais novo e pegava três conduções pra chegar no Recreio Clube e dançar forró até de manhã. Hoje, memória longínqua.
Ai, agora não dá mais pra escrever. Estou dormindo aqui...

19.4.02

Ando lendo muita putaria na tal lista de discussão que me convidaram a fazer parte de (hum, essa construção ficou meio estranha...).
Estou precisando mesmo é fazer putaria. Falar sobre é bom, mas quando se tem assunto...

E Balla vai dar uns quebra (o vulgo se atracar, roçar, chafurdar, fazer nheco-nheco) hoje!!!
Trá-lá-lá-lá-lá!

Uma hora perdida em três conduções diferentes para (não) fugir do trânsito ensandecedor da sexta-feira paulistana, um celular furtado em uma dessas conduções, uma visita a um hotel muito chique pra conhecer um amiguinho, muito entrosamento com a visita.
E lá vamos nós pro aniversário de uma amiga minha para, depois, cairmos na noite!
O outro nem notícia deu, mas amanhã deve rolar o encontro fatídico.
Por ora, foco na balada de hoje. No mínimo, vou dançar até me acabar (meu companheiro aqui está pinotando pela casa ao som de Deee-Lite, achou?).
E eu, claro, morrendo de sono…

SOCORRO!!
Alguém aí sabe como eu me parto em dois? Tem coisa demaaaais pra fazer aqui e eu, pra variar, já tô atrasado!
Me acudam!!!

Acrescentei uns links aí do lado. A lista não para de aumentar...
Falta agora rever minhas referências musicais. Uma hora eu dou um jeito nisso (estou pensando em montar uma rádio virtual - vi que a Teca tem um negócio desses).

E pra você, que eu sei que vai me ler uma hora, eu não vejo aqui "uma profusão de posts de alguém que está buscando amor avidamente". Esse amor já está aqui, na minha vida, graças a Deus. Porque, como você bem disse, eu tenho muito amor dentro de mim.
A gente escuta e lê o que quer, da forma como nos é mais fácil ou menos custoso escutar ou ler. Tudo o que escrevo aqui é passível de muitas interpretações, eu sei disso. Mas, por mais confuso que eu pareça ou efetivamente seja, estou me tornando cada vez mais capaz de me expressar. Não posso evitar que se tirem conclusões a respeito de mim, mas é mais justo me deixar esclarecer.
Capisce?

Li todos os e-mails que recebi ontem e hoje de manhã, mas não deu pra responder.
Tenho muito o que falar a cada um que escreveu, só que a correria desses três dias vão me afastar um pouco da internet.
Só quis registrar que as palavras estão todas aqui dentro, doidas para correr o mundo e chegar ali e acolá, levando meus sentimentos a vocês que são pessoas tão especiais na minha vida (todos os que escreveram, falo a cada um aqui, são muito, muito queridos mesmo).
Assim que der eu respondo, prometo.

O sucesso sobe à cabeça, hein, nêgo? Tá todo importante só porque foi destaque no Weblogger, né?
A gente vê... quando você era um reles desconhecido, sempre ligava, dava notícia, arrumava um tempinho pros amigos... agora que é estrela, só quer saber de academia, mídia e festas badaladas.
Tudo bem, eu me conformo com as sombras do seu coração, já que a luz é de holofotes e flashes...
;-D

Meu amigo Beto chegou! Como tinha me prometido, ele ficou sem graça nos primeiros dez minutos, mas agora já está uma baixaria só. E eu já joguei ele no mundo: dei meu guia de São Paulo, anotei meus telefones, enfiei o moço num ônibus e ele se tacou pra Av. Paulista sem rumo nem fumo! Seja o que Deus quiser...
E a gente ainda vai rir um bocado nesse fim de semana, já tô até vendo!

18.4.02

E falando em idade, cada vez mais tenho a sensação de que preciso me envolver com pessoas mais velhas. Eu não entendo certas coisas, minha paciência para outras está saturada, e me incomoda achar que eu sou a parte madura na relação, quando eu sei que não passo de um menino.
Quero alguém que me ensine, quero aprender.
Acredito que todo encontro encerra uma troca, e toda troca é aprendizado. Mas eu ando com fome de coisa nova, quero admirar alguém e ser doutrinado, castigado, protegido, estimulado, conduzido, desafiado.
Só não sei é se esse alguém, por acaso, não sou eu mesmo...

Eita! Minha amiga-irmã estava inspirada hoje! Escreveu um monte de coisa legal sobre amizade, intimidade, afinidade, coisa e tal. Deve ser a idade que faz isso com ela.

HAHAHAHAHA!
Ela vai me bater daqui a pouco se ler isto antes de nos encontrarmos... Normal, a gente se ama e, um dia, ainda se mata!



Which tarot card are you?


Sou o bobo.
Que dúvida...

Cada um se vira com as referências que tem, né? Como eu não entendo nada de música eletrônica, canto assim minha euforia com o Skol Beats:

"Tudo, tudo pode acontecer
Feche os olhos, solte o seu prazeeeer..."



É, Fábio Júnior mesmo. E essa nem é minha música preferida dele.


Nove pessoas numa sala discutindo a implantação de um sistema novo.
Três horas de reunião e eu ainda não entendi por que eu perco meu juízo com essas coisas.
Veja bem: eu sou um profissional de comunicação, trabalho com planejamento e gerenciamento de crises. Minha habilidade é analisar problemas e procurar soluções, não ficar discutindo proxys, querys, interfaces ou migração de dados. Quem trabalha com programação, banco de dados, TI e coisas do gênero tem que entender dessas coisas, não eu. Explico a minha necessidade, vocês me dizem da viabilidade técnica, dos parâmetros e limitações, aí sim nós procuramos nos entender.
Agora, eu ter que ficar esse tempo todo ouvindo um monte de palavreado que vai fazer zero diferença no meu balacobaco nessa empresa, isso é de lascar!

Socorro!!!
Alguém me tire daquela reunião, por favoooor!

17.4.02

Hora de falar da menina do sorvete de morango que não aconteceu.
Me reclamaram que eu estava sendo muito enigmático quando falava sobre vaidade e sobre umas de amor. É meu jeito, eu vejo todo o sentido no que escrevo. E esse blog é pra mim, no final das contas.
Mas vou tentar ser mais explícito agora, até porque gosto muito de contar essa história com a moça dos grandes olhos de gata e da boca mole. Vou usar várias vezes a palavra "especial", porque meu léxico não é suficientemente vasto pra me trazer opção que defina tão bem o conceito.
A biodança foi muito especial pra mim. Até hoje vejo as mudanças que aqueles três meses de vivência me trouxeram. Pra quem nunca ouviu falar nisso e tem curiosidade, recomendo ler (criticamente, claro) este artigo. Minha impressão sobre tudo é muito particular, ou, talvez, universal demais, mas digo que conheci pessoas especiais em um momento muito especial, de descoberta, aposta, felicidade simples.
A moça dos olhos de gata era do meu grupo. A gente se sorria, se olhava, se tocava, mas era o que acontecia entre todos o tempo todo, não tinha nada de único aí. De especial, tinha muito, mas tudo era especial. Já li que existe energia permeando nossas vidas, o espaço, o tempo e as pessoas. Pois ali, naquelas noites de segunda-feira, fluía energia da melhor qualidade, do jeito mais bonito, dançando a música que a gente sentia.
De tanto carinho instaurado, surgiu o convívio exterior às sessões. Sentávamos no bar pra beber e falar besteira, íamos a eventos culturais, dançávamos nas casas uns dos outros. Numa dessas noites de festa, a gente ria e era feliz, e nossas mãos se tocaram, depois os lábios e as almas. É difícil explicar, foi... especial. Não houve palavras - pra quê? Era vontade, só. Puro, verdadeiro desejo de demonstrar o amor fraternal que nós sentíamos. Eu e aquela menina, tão mais velha (se lesse isso, ela me matava!), tão criança, tão doce e linda. De brilho nos olhos, cabelinho curto, livros e cadernos no braço esquerdo, andando devagar e sorrindo bonito.
A gente se beijou de novo, mais e mais. Sem malícia, sem vermelho, tudo bem azulzinho. Era sempre muito bom sentir o hálito morno, o abraço comprido, o conforto. Lembro do cheiro no pescoço dela, que eu beijava pequenininho, depois estalando a bochecha, quando parecia que o relógio estava brincando e as estrelas, piscando mais. Era bom, Deus, como era bom! E eu nem sabia direito, só me perdia na felicidade da troca e deixava estar.
Mas tinha mais coisa acontecendo, eu sempre tive amor demais dentro de mim...
E eu vim embora, deixando os sonhos lá. E as palavras não ditas, e o sorvete de morango nunca dividido, e o que poderia ter sido grande mas não deu. Trouxe uma fita com músicas, ah!, as músicas... Ela me gravou "Flor de ir embora", "Chega de saudade" e "A rota do indivíduo", de discos, aquele chiado saudoso ao fundo, as lágrimas em cada nota, a vontade de mais... Foi lindo, foi muito lindo. Continuamos juntos através das cartas que trocamos, tentando entender o que tinha acontecido e o que não tinha, acho que ambos com medo de deixar aquilo escorrer pelos dedos. Foi como tinha que ser.
Foi especial.
Nem sei o quanto chorei ao longo desses anos, choro até hoje. Eu era um menino, daqueles que acham que conhecem a vida mas não sabem de nada mesmo (não sei até hoje). Um menino apaixonado, apaixonante, que encontrou uma menina de grandes olhos de gata, boca mole e coração de ouro.
(...)

Recebi um e-mail da Aninha, tem três dias, entitulado "O amor". Normal, todo mundo já deve ter lido aquele texto. Eu nem li de novo, pra ser sincero: parei no primeiro nome da lista de destinatários. Era o dela, o nome da menina que sonhou com um sorvete de morango!
O mundo é pequeno e dá tantas voltas quanto não se espera contar. A gente se cruza de novo (ela trabalha com a Aninha, pode?), eu tão longe ainda, ela casada, mãe, ninguém mais na biodança.
Mas ainda molho os olhos quando penso nela assim, como agora que escrevo sobre a gente. Com saudade, alegria, carinho e um monte de "ses".
O amor, coisa mais especial...

Balla me liga para falarmos do Skol Beats.
Já está combinado - estaremos no auge da concupiscência: sensuais, eróticos, perniciosos, lascivos, quentes, carnais, exalando sexo como feras no cio.
Vamos nos roçar em quem chegar perto, lançar olhares de luxúria em todas as direções, seremos os deuses do prazer e do desejo. Eu, Michael Douglas; ela, Sharon Stone. Instinto puramente selvagem.

Quem vê, pensa...

"Você é muito guloso!", me fala um cara do depto. financeiro, eu pegando dois cafés na máquina.
"Você não viu nada", quase respondi.


Muito da alegria do começo de tarde eu devo a uma colega de trabalho que sempre almoça comigo, doravante denominada Peitos Soberanos, em razão de atributos 100% naturais que ela ostenta, do tamanho do Pão de Açúcar, mais ou menos.
Todo dia, quando eu chego ao escritório, ligo pra ela. Assopro, fico gemendo ou digo alguma baixaria, ao que ela responde virando pra trás pra me olhar e ficamos ambos mexendo a língua sensualmente, uma coisa de louco! A gente só fala besteira, meu Deus! Mas morremos de rir juntos (ela está do meu lado agora, lembrando que hoje comentamos que o pênis do noivo não cabe no umbigo dela...), e temos um escoadouro de frustrações profissionais providencialmente seguro um no outro.
Bom ter alguém aqui pra me ajudar a suportar... E falando e fazendo putaria, então, fica muito melhor! As gargalhadas cantam mais alto que a chibata!

E adivinha o que eu descobri na loja da Saraiva?



O MELHOR CD!!!
Comprei, comprei demais! Paguei 24 pilas, fazia tempo que eu não dava tanto dinheiro num cd só (O que é? Viva a Neto Discos!), mas estou feliz, isso é o que importa!
É, meu humor é volúvel mesmo.
Ou volátil, dependendo de como se encara...
;-D

Agora foi: os ingressos pro Skol Beats estão na minha bolsa.
Jesus me chicoteia, com muita força!

Sem Fantasia
(Chico Buarque)

Vem, meu menino vadio, vem sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia,
que da noite pro dia você não vai crescer
Vem, por favor, não me evites,
meu amor, meus convites
Minha dor, meu apelos
Vou te envolver nos cabelos,
vem perder-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco,
vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah! Eu quero te dizer que o instante de te ver
Custou tanto penar, não vou me arrepender
Só vim te convencer
que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
E quero te contar
das chuvas que apanhei
Das noites que varei
no escuro a te buscar
E quero te mostrar
as marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei,
nas discussões com Deus
E, agora que cheguei, eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa dos carinhos teus

Dormir por três horas à noite não é mau.
Ruim mesmo é ficar acordado nas outras cinco, pensando que melhor seriam oito horas na Disney, onde tudo é colorido e divertido. Lá eu gosto do Donald. Pateta nunca me fez muita graça.

No meio da madrugada, e-mails felizes, notícias distantes, descontração e piada no icq, porrada, porrada, porrada.
Vou chorar também.

16.4.02

Adoro essa imagem:



Quando falei que gostava de ilusões de ótica, recebi essa figura de algumas pessoas que lêem meu blog - aliás, obrigado pelo carinho! Ainda não tinha encontrado a pertinência dela aqui (além da gratidão a quem lembrou de mim), mas agora deixo a leitura pro Victor.
Queria saber o que dizer, queria ajudar e trazer um sorriso com cinco palavras, mas, nessas horas, acho que nem chocholate salva. Então, meu querido, fica minha vontade de te ver brilhando de novo. Grande, cheio, muito.
A minha leitura da imagem? Difusa, múltipla. Eu vejo um troféu, que pode ser um cálice cheio de luz. E tem muita consideração e sabedoria quando o queixo cresce assim. Serenidade. Também enxergo alegria, sinergia, festa entre os que riem do tempo e com ele. E alguém saindo do escuro, querendo descobrir o mundo.
O mundo é teu, sonhador. Abuse dele.

Quero um óculos de sol.
Uma camisa amarela.
Outra azul.
Um sapato preto de bico bem quadrado e muito confortável. Novo.
Sorvete de limão.
Cafuné.
Uma cama de casal - mas daquela de viúva serve.
Colo da minha mãe, chegando em casa.
Barulho de mar.
Sol sem gravata.
Algodão doce.
Beijo de amigo.
Beijo de língua.
Cabelo branco.
Juízo.
Bola de vôlei.
Poesia completa do Drummond.
Tempo.
E mais...

E depois de pegar minha homemate linda no aeroporto, fui jantar com Teca na Oficina de Pizzas, do lado de casa.
Que menina doce! Conversamos e rimos um bocado, falando de dança (ela e a prima foram ver a Yerbabuena - ô, inveja!) e de como adoramos Ritmo Quente!
Bom saber que tem mais gente brega como eu no mundo!



Coincidência das coincidências: um e-mail de uma pra outra e pra mim (e pra outros também), sendo que a outra foi alguém muito importante pra mim e... ah, tá parecendo conversa de doido, isso, né? Depois eu explico direito.

Tanta coisa acontecendo, tanto que eu quero escrever...
Mas não tá dando, estou correndo um bocado.
E dormindo como fazia tempo. Deve ser cansaço (nem muito físico: mais do outro).

Acordei às 9h, cheguei ao escritório às 09:40h. Considerando que eu levo, normalmente, meia hora de casa até aqui, algum récorde de velocidade eu devo ter quebrado...

15.4.02

Balla, também te amo, gata.
É muito confortante saber que alguém pode me dizer o que você me diz.
Aliás, hoje você deu corpo ao que eu sinto sobre o conceito "amizade". Tua voz me falou como o abraço de cada amigo meu (e são muitos, posso dizer feliz), e eu só te agradeço por estar aqui, do meu lado.
A gente se estranha mas a gente se ganha, né não?
;-)

Já pensou como seria se todo mundo tivesse as respostas?
Fácil, né? Mas sem graça. Não ia ter conflito, não ia ter desafio nem progresso.
Não ia existir busca: o que fosse necessário estaria sempre à mão.
Eu procuro respostas, muitas delas ainda. As que tenho não me bastam.
Algumas são fáceis de achar: estão à espreita, só esperando pela hora mais adequada pra dar as caras. Outras dão trabalho, mas vêm com o tempo.
Mas tem aquelas que falam mais, que mostram o sentido, que justificam e dão permissão.
Essas... essas não se encontra todo dia, não: tem que ir atrás mesmo.
Eu estou indo atrás das minhas respostas. Elas são diferentes das suas, talvez se apliquem a outras perguntas dele ou já tenham sido percebidas há muito por ela ali.
Mas eu tenho que descobrir as minhas. Depois vejo o que faço.

Quando eu estou com fome, sempre penso em pizza, churrasco, feijoada, sorvete, chocolate.
Nem lembro que gosto tem uma barra de cereal, mas deve ser algo como alpiste melado.
Eu nasci pra ser gordo, meu destino está traçado. Tim Maia é que era sabido, olha aí:

"Comecei uma dieta, cortei a bebida e comidas pesadas e, em catorze dias, perdi duas semanas."

Vou caçar uma aranha radiativa pra ver se meu metabolismo sofre uma mutação e eu me livros desses pneus.
Saco.

Muitos e-mails que eu não consegui responder ainda nesse fim de semana... mas li todos, e estou pensando.
Agora vou sonhar um pouquinho, enquanto ainda dá tempo.



E a gente vendo Beleza roubada como se fosse tarde de feriado. Inconsequência, falta de vergonha na cara mesmo.
Mas o filme até que é bonitinho...

São 03:59h da madrugada de segunda-feira e eu devia estar dormindo há muito tempo.
Como é que eu vou trabalhar daqui a pouco, hein? Alguém me diz, por favor, como é que eu consigo estar de pé às sete, fazer barba, passar roupa, me fantasiar de projeto de executivo e ir praquele lugar fazer aquelas coisas no meio daquela gente como se tudo fosse lindo e a segunda fosse, na verdade, uma quinta de recebimento de salário?
Preciso começar a jogar na Mega Sena.

14.4.02

Sim, eu voltei pra cerveja.
Foi mais forte que eu.

E lá vou eu me tacar pra puta que pariu porque ela precisa buscar não sei o quê. Eu devia ser canonizado...
depois é que nós vamos pro almoção. Eu não tenho a menor condição de beber nada, minha cabeça vai explodir.

E ainda bem que eu não inventei de escrever quando cheguei, que ia sair muita merda.
Minha libido, como sempre que eu bebo, à flor da pele. Dancei lascivamente, provocante, olhando aqui e ali pra ser desejado. Adoro o jogo de sedução, a putaria iminente, a latência do sexo.
O foda é que dificilmente dá em alguma coisa…

Meu Deus! Tem um papel com nome e telefone estranhos no bolso da minha calça! De onde veio isso???

Eu nem lembro da transição do estágio alterado-feliz para o tudo-mole-tudo-colorido. Menos ainda deste para aquele agora-é-a-vez-do-pé-esquerdo. E daí pra frente, não sei mais de nada. Sei que rolou uma discussão (não faço idéia da dimensão que isso tomou, vou já descobrir) e lembro de ter sido barrado pelo segurança na hora de ir embora porque minha bolsa estava entupida de latinhas de cerveja (que vergonha, que vergonha!)… Ora mais! Era de graça, pô!
Aí voltei pra casa às cinco e meia da manhã, céu claro, depois de doze horas bebendo, nas nossas contas.
Sozinho, pelo que eu entendi.
Pior coisa.

Outra morta.
Ela mandou dizer que A-DO-ROU a festa, que foi assediada por vários gatinhos e esnobou todos e o ego dela está nas alturas, mas foder, que é bom, não rolou não.

Certo, vamos tentar reconstituir os fatos.
O almoço aqui em casa saiu um quase-jantar e eu só fui pra Capivara umas dez e pouco, levemente alto pelo vinho (aliás acabamos o vinho que tinha em casa).
Calma, está difícil digitar…
Lá, fui apresentado a uma tal caipirinha que tinha muito açúcar, muito gelo, muito limão e muita vodca. Boa, bem boa. Nem consegui comer direito, que ainda estava arrotando o almoço. Ok, até aqui lembro bem dos fatos.
Saímos de lá eu e o Cabeção pra encontrar Balla e Docinho, que esperavam por nós dois segurando seus copos com gin roubados do barzinho novo que elas foram conhecer.
De lá a gente se tacou pra uma festa no centro da cidade, e eu só posso dizer que foi a MELHOOOOR FESTA! O som estava fantástico, dancei enlouquecidamente, parecia que eu tinha tomado um ácido (acho, já que eu nunca tomei e não sei direito como esse negócio funciona)! Gente linda, cerveja por conta do cão (quer dizer, inclusa nas 20 pilas de entrada, mas ainda assim uma barbada em se tratando de noite paulistana), fumaça com cheiro de tuti-fruti que eu adoro, luzes vermelhas, filme projetado no muro do prédio vizinho, tudo isso num espaço maravilhoso, com uns janelões que davam pra uma vista hollywoodiana do centro de São Paulo!

Pausa pra falar com Balla, agora.

E por que é que eu acordei nu???

Por que raios tem um calção molhado do lado da minha cama?
É mijo?!?

Alguém segura o mundo no canto, por favor?

13.4.02

E JOCA, o filho da Balla, marcou presença aqui em casa também!!! Coisa mais fofa!
Mas cagar no meu quarto não precisava, né?
;-)

E o Beto ligou pra gente combinar o esquema do Skol Beats! Gente boa, o cara! Meio sem jeito, ele, no começo, mas eu, com essa minha timidez às avessas, quebrei logo o gelo e batemos um papo ótimo! Ainda vamos rir um bocado, já tô até vendo...
Quero só ver!

Olha o vício aí, gente!
Pois não é que rolou um almoço blogueiro aqui em casa? No meio dos preparativos, ligou Ana saindo da Bienal com Weno e eles vieram comer com a gente! Foi a melhor tarde: enchemos o bucho, bebemos, rimos, fofocamos... Muito bom bater papo com quem se lê olhando nos olhos e vendo a cara que só imaginamos por trás do monitor!
Foi bom demais, viu?
E agora estou eu aqui, médio bêbo, pronto pra ir jantar (ui!) na Capivara e depois sair pra truar com Docinho pelo meio do mundo!
Eita, eita, eita!
;-D

Everything But the Girl tocando. Como é bom! Que voz linda essa mulher tem, que baladas gostosas!
E eu na pia, separando as folhas de rúcula e adiantando o almoço pra duas amigas queridas que vêm comer comigo.
Pé direito na panturrilha esquerda, pensando na vida e nas coisas, as mãos tontas e perdidas vão separando e brincando, os olhos no vazio, o barulho de água correndo da torneira.
Folha pra cá, talo no lixo, verdinha lavando, amarela no lixo, juízo na lua (no sol, de repente, derretendo), folhas boas no lixo, talo na saladeira, e aí foi quase metade da salada embora, no meio da leseira da pessoa.
É. Parece que, quando eu penso demais, deixo de aproveitar muita coisa boa…

Tem vezes que o grito do corpo é mais alto.

12.4.02

Here is the result of your Bryan's Purity Test.
You answered "yes" to 132 of 175 questions, making you 24.6% socially pure (75.4% socially corrupt); that is, you are 24.6% pure in the social domain.


Escória. Se esse negócio aí estiver certo, eu não valho nada.
Ainda vou fazer outros pra tirar a dúvida...


Foi bem na época que eu conheci a biodança. Estava perdido em possibilidades, prestes a prestar vestibular de novo e, confiando, sair de casa pra descobrir o mundo. Fui como quem não queria nada, mais por curiosidade que vontade, e me apaixonei pela idéia, antes das pessoas. Foram muitas pessoas apaixonantes naquela turma, amor, carinho, malícia, tudo em doses generosas (ou não). Com dois foi diferente, foi mais. Já falei dela, a moça com quem eu não dividi o sorvete de morango ali na esquina, por quem vou sempre lamentar não ter vivido o que não houve tempo ou dimensão pra viver. Ele foi o primeiro, o que citei naquele outro post, o que me mostrou o que eu só especulava. Foi pouco, foi muito, foi (muito) bom enquanto (pouco) durou. Foi revelador.
Veio a mudança de cidade, junto com o mundo novo a ser desbravado e a indesejada volta ao celibato.
Só putarias esporádicas, daquelas bem baixas, bem sacanagem mesmo, que não cabe descrever aqui pra não dar vontade (estou carente, falar disso é tortura).
Aí...
Aí eu me apaixonei.
De verdade, forte, grande, intenso. Pelo meu melhor amigo na faculdade, como em tantas e tantas e tantas outras histórias de amor. Foi sofrido, foi difícil, porque, diferentemente do que eu imaginava, não era correspondido (ou, pelo menos, não havia esse entendimento ainda). Minha vaidade adormeceu, não tinha mais pra quê, já que eu estava anulado; meu amor-próprio deu lugar ao amor-impróprio pelo outro e eu não via prazer em me gostar. Só queria o beijo, o conforto, a mão no meu cabelo significando mais que "vamos ver tv juntos?'.
Mão, cabelo... assim tudo começou. Não tenho direito de pormenorizar os fatos, que a história foi partilhada e está guardada com muita deferência. Mas posso falar das minhas sensações mais íntimas, mais devidas ao que eu sou do que às pessoas, coisas ou fatos fora de mim, acho. Nem sei como abordar isso, nunca foi verbalizado, muito menos relatado, espero dar conta de transmitir o que passa na minha cabeça e no meu coração.
Foi mágico. Foi puro, essencialmente puro. Quando a entrega era tanta que o prazer maior era ver o outro feliz. Experimentamos, trocamos, eu nem consigo guardar as lágrimas agora. Meus dedos tremem, porque foi muito, muito... ah... foi. Foi de verdade e foi pra sempre.
Mas eu sou egoísta, e esse egoísmo aliado à sinceridade que estou desenvolvendo (é um caminho sem volta, duro, mas engrandecedor, estou apostando) me esfregam na cara a necessidade de abrir o jogo. Se falo agora de vaidade, confesso que me estimulava ver um casal bonito no espelho, que sentia orgulho de estar com alguém tão bonito, inteligente, articulado, rico do que de fato importava (de grana, éramos – somos? – ambos meio capengas). Eu sorria de pensar na admiração (e inveja também) que despertávamos, porque nosso amor era verdadeiro e contagioso, porque estávamos felizes (apesar dos momentos de dúvida ou crise, que foram poucos) e tínhamos, no mais das vezes, uma química muito legal de resolver as coisas. Eu não exibia meu amor, ele transparecia.
Lidamos de formas bem diferentes quando nossa história terminou. Eu via caminhos, enxergava as coisas, mas nada me motivava. Eu não tinha por quê lutar, não tinha um leão pra matar dentro de mim. Não tinha nada. Era só vazio, sem ânimo de seguir, sem saber como ir em frente. Fui indo, me reconstruindo, me buscando, me conhecendo, que era do que eu mais precisava, do que mais preciso até hoje: entender quem e o que eu sou.
Conheci muita gente, a internet foi o canal que encontrei pra dar sentido novo à minha andança.
Mas esse papo é sobre vaidade, e ele ainda dá pano pra manga. Nos últimos sete, oito meses, venho exercitando minha presunção através da sedução, e eu tô gostando de falar disso. Tem mais.

Estou com fome, muita fome.
De comida, agora.
De sono, a semana inteira.
De grana, faz falta.
De colo, quero minha mãe.
De cerveja, mas vou me controlar.
De tempo, quero sumir.
De sexo.
De sexo!
De sexo...

Uau!
Alguém veio parar aqui pesquisando "como eu crio textos sobre responsabilidade" no Google!
Justo aqui?

Vou ter uma reunião horrorosa em meia hora e já estava pensando que tipo de sexta-feira começa assim, quando vejo essa mensagem de uma amiga de longe:

"Quero te dizer uma coisa: a tua sensibilidade encanta qualquer pessoa, é maravilhoso ler tudo o que você escreve,você traduz tudo de uma forma muito especial."

Eu, do alto da minha vaidade, sentei mole na cadeira e quase choro.
E já que o Yahoo resolveu dar trabalho e não querer responder, vai por aqui mesmo:
Aninha, eu quero muito te beijar e te abraçar e sentar na beira da praia contigo pra gente tomar cer..., não, água de côco! Você é muito fofa!
;-D

11.4.02

Ainda estou longe de esgotar o que quero dizer sobre vaidade. Preciso falar da minha morte, já que além de vaidoso eu sou egogêntrico.
Durante muito tempo, quando era mais novo, eu pensava no meu velório, se ele ia ter muita gente, se as pessoas iam chorar desesperadamente, se haveria discussos exaltados, quem estaria lá, como seriam a cerimônia, o caixão, a lápide, qualseria meu epitáfio. Imaginava minha projeção fantasmagórica (alguém lembra do Tyrone Jessup, do Força Psi? Eu adorava…) planando acima da cena toda, observando cada detalhe, e meu humor no dia variava conforme fosse minha impressão: ficava bem se eu era aclamado por muita gente, todos comentando como fui especial, os litros de lágrimas, a dor… por outro lado, se poucos me velavam, ou se quem me importava na vida real não estava lá, eu era todo abuso: não queria papo, achava que todos eram falsos, cogitava sumir. Na esperança da fama post mortem, eu cheguei a querer morrer aos 15, 16 anos, pra aproveitar o meu período de maior "popularidade".
Eu sou doido, já disse isso mais de uma vez. Mas já fui bem pior.
Depois dessa fase, veio a recusa, o não consentimento com a separação. Não tem muito o que desenvolver: eu simplesmente não aceitava que ia morrer, ou que as pessoas que me cercavam iam morrer, ou que a morte tinha algum sentido.
Aí, eu quis ser enterrado num jardim, por quem me amasse muito e fosse rezar por mim.
Quis uma festa no meu velório.
Quis ser cremado e ter minhas cinzas jogadas ao vento ou num rio corrente (devo ter visto isso em algum filme ou lido naquelas coisas que a Balla gosta (Sabrina, Júlia, Bianca)… é uma referência muito pronta).
Quis servir de adubo a árvores que dessem frutas amarelas ou a roseiras, mas não sei se seria adubo do bom (Marcelo, isso parece tipuri, né não?).
Hoje eu só quero viver. Quando eu morrer, sei lá. Se Deus quiser, ainda vai demorar um bocado.

Eu tenho uma atração mórbida por cemitérios. Da última vez em que estive em Paraty, fiz questão de entrar no sepulcrário local pra conhecer. E ainda vou tirar umas fotos nesse grande que tem aqui perto de casa, que lá é bonito.
O que eu fui hoje é horrível. Terra seca batida, sem grama nem plantinhas. Túmulos iguais, brancos e sujos, os mais antigos pintados de rosa, azul ou amarelo, uma ou outra vela ou flor de plástico marcando presença.
Um cenário desolador pra quem vai "descansar em paz".

Fazia muito tempo que eu não ia a um cemitério: não gosto da idéia de enterrar meus entes queridos.
Enterros parecem ter-se tornado "eventos sociais", no sentido Caras da expressão. Tudo é meio previsível, parece novela das seis: as frases feitas (quantos pêsames eu recebi hoje de pessoas que sequer imaginam o que estão dizendo, mas repetem porque sempe ouviram?), as lágrimas infindáveis que se transformam em gargalhada depois da primeira piada que o vizinho-melhor-amigo conta com desenvoltura de Trapalhão, um "olha como ficou bonito" ante as coroas imensas de flor de defunto, os muitos óculos escuros (um, azul espelhado, inclusive)… Difícil achar pesar genuíno no meio dessa dor toda.
Quando minha avó materna morreu…
Ela sempre morou conosco, ajudou a me criar e foi, acredito, uma das pessoas mais amadas que eu já conheci. Teve muitos irmãos, filhos, sobrinhos, netos, primos e toda sorte de parente que se possa imaginar. E muitos amigos também, muitos.
Era louca por doce: cozinheira das boas, sempre fazia alguma coisa pra adoçar o bico das visitas e desse neto aqui. E pra ela também, que era a maior admiradora das suas próprias habilidades no fogão. Em casa não faltava bolo, doce, pudim, compota, rapadura… Se acabava e não tinha mais nada de reserva, ela tacava uma colher de açúcar na boca, toda contente!
Diabetes, claro.
A saúde de ferro abalou, o ânimo de criança esmoreceu, doce em casa, só pros outros. Gripou e morreu dormindo, em casa, o coração cansou. Eu estava lá, liguei pro meu tio gritando por socorro, rezei pedi a Deus que tomasse a minha vida mas não deixasse minha vozinha partir, enquanto ela era carregada às pressas para o hospital. Eu não queria morrer, mas achava que Deus aceitaria a chantagem emocional (sinceríssima, dessa vez), já que às vezes funcionava com a minha mãe. Ele não aceitou.
Acho que hoje eu choro pouco porque naquela noite meu estoque ficou comprometido por alguns anos. Dizem que desmaiei de tanto chorar, sem comer, tomar banho nem ligar pro barulho da multidão dentro da minha casa. No dia seguinte, depois da missa que precedia o enterro, lembro que eu e uma prima da minha idade ainda nos jogamos encima do caixão e choramos, choramos, choramos. Tiveram que nos arrancar e abraçar com força. Ainda lembro da dor.
Hoje eu vi dor, sofri junto. Mas fiquei confuso quando ouvi comentários sobre futebol ou sobre a novela, não entendi a mudança não rara de quem estava desmoronando no pé do caixão num momento e, no seguinte, parecia estar jogando video game. Estranhei a frieza de alguns, o exagero de outros, mas o que eu não entendi mesmo foi o que eu estava fazendo ali. Foi tão automático: soube do ocorrido, pedi pra sair mais cedo do escritório, passei em casa, troquei de roupa e me mandei. Fui dar força, abraço, ombro. Fui velar e estar perto. Não fui dizer adeus, não vou sentir tanta saudade assim. Ela estava moribunda há muito tempo, todos sabíamos do alívio que seria quando morresse. Descansou, mesmo, em fim.
Mas foi esquisito, eu achei. Agora tem duas imagens dela que vão ficar guardadas na minha cachola: essa última, o rosto esquálido com nariz e boca entupidos de algodão, emoldurado por crisântemos inocentes e chorosos risonhos ao fundo; e a que eu prefiro, dela me levando de ônibus pra passear no shopping, doze anos atrás, e comprando algodão doce pra gente ir brincar no fliperama depois. Algodão doce? Ah, sim: foi diabetes também.
Preferia não ter presenciado essa despedida, sinceramente.
Vou meter uma colher de açúcar na boca.

Morte.

Morrida, mesmo, como esperado. Mas é sempre ruim dizer adeus a quem se ama.
Vou ao enterro hoje à tarde. Até a vaidade se enluta nessas horas.

Morte?

10.4.02

Meu pensamento é desordenado, sou confuso mesmo e meu cérebro derreteu depois de 12 horas dentro desse escritório, então não se espere sentido no que eu vou escrever agora, o fato é que preciso escrever.
Minha se(x/n)ualidade aflorou desde muito, muito pequeno. Fui abusado quando tinha cinco anos pela minha babá (puta que pariu, nunca pensei que fosse um dia revelar isso a mais ninguém – até ter um blog), sempre tive tara por peitos (minha mãe conta dos vexames que eu a fiz passar: diz que eu ia direto nas mamas das amigas dela...), brinquei de troca-troca com uns amiguinhos, de médico com as amiguinhas, brinquei com a libido de gente grande ainda sem entender que existia algo com esse nome.
Sempre tivemos aquelas coleções de aprendizado sexual em casa, nas prateleiras mais altas da estante, no meio de muitos e muitos livros e revistas, numa tentativa inútil de me privar daquele tipo de literatura. Eu trepava na estante (esse trepar, ainda bem pueril) e ficava fuçando todos aqueles fascículos até achar o que eu queria: fotos, desenhos, explicações sobre as diferenças entre o meu corpo e o de uma mulher, como funcionava, o que "podia", os "distúrbios", as práticas menos ortodoxas, os dados de pesquisas, o que ninguém fazia em casa nem falava no colégio.
Lembro de quando eu ia ao cinema sozinho, no centro da cidade, e uns caras ficavam me olhando e pegando no pau e até me seguindo. Eu tinha 11, 12 anos. Uma vez, no recreio, ouvi uns meninos exaltando um lá da minha sala porque ele se masturbava, enquanto eu pensava "e será que eles não?!?". Mas eu demorei a começar mesmo, demorei a beijar na boca e a transar. Meu tesão era só meu, a tara preferida era me perder nos meus pensamentos de putaria, que eram os mais diversos, ricos, cheios de sons, formas, cheiros, cores. Quando eu fazia judô no SESC, sei lá quantos anos tinha, vi uma suruba, a primeira que presenciei: um monte de gente se comendo num banheiro, fiquei até meio tonto, mas não conseguia desgrudar o olho. Eles me viram e gostaram de se saberem observados por uma criança, se não me falha o registro. Daí, talvez, venha o meu voyeurismo.
Eu gostava de pensar que sabia mais sobre o tabu que a maioria (todos, eu acreditava) dos meus colegas da minha idade. Conhecimento é poder, e eu julgava que sabia de sexo porque podia discorrer longamente sobre formas e formas de coito (Zel, lembrou do termo?). A vaidade se manifestava nessa pretensa superioridade que me atribuía então, pra depois (e/in)voluir, se perder na vazia sedução estética de um adolescente assexuado, virgem de signo, cama e vida. Essa parte não merece comentário porque simplesmente não existiu: qualquer coisa seria mero devaneio tolo torturando o vácuo do período.
Dei meu primeiro beijo aos 14 anos, dizendo que tinha 15, numa menina por quem me apaixonei perdidamente logo que os lábios descolaram e a língua bêbada e babada voltou pra dentro da boca. Ah, eu beijava que era uma coisa de louco! Devia ser uma mistura de liquidificador com aspirador de pó, mas eu me sentia o Victor Valentim lambuzado de Bôka Lôka, não vou nem mentir! Depois do fora, veio a esbórnia, a fase de "ficar", quando quantidade valia mais que qualidade. Época de começar a explorar, mãos, abraços, amassos, tudo mais. Sexo, nada.
A primeira vez foi a primeira, nada mais. A vaidade foi o público, mas nem isso conta porque eu estava bêbado demais pra me importar com qualquer coisa.
Com ele foi foda. Foda fodida, foda eu fodido depois, sem chão nem teto nem coragem pra olhar pra fora de mim, muito menos pra dentro. Vergonha, de ficar esfregando o sabonete com força no banho sozinho porque não aguentei a idéia de dividir o chuveiro. Foi a primeira vez que senti vergonha do animal que existe em mim, pois foi quando ele sobrepujou o homem, quando o instinto falou mais alto do que qualquer coisa. Foi foda.
Agora chega, que eu já estou morto de cansado e precisando processar esse monte de informação. Volto ao tema, que minha cabeça está cheia de pensamentos imundos, felizmente.